BATALHA NA MATA DA PIRELLI – III

Ecos na blogosfera do meu quase-sobrinho, CJK, sobre a audiência pública do “Refúgio Silvestre” da Marituba, antiga Fazenda Pirelli.

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LIÇÃO DE GEOGRAFIA

“A Fazenda Guamá, (popularmente conhecida como fazenda Pirelli), abrange uma área de 7.307,72 hectares e perímetro de 54.154,96 metros, inteiramente demarcada com intervenções antrópicas baixa, moderada e alta em 1.367,00 hectares contínuos e mais 60,00 hectares da Alça Viária.

Ocupa 6,3% das terras dos municípios de Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Isabel do Pará, e comporta 42% do setor continental do município de Belém, de onde dista aproximadamente 18 Km, com acesso terrestre pelo Km 14 da BR 316 (Marituba), daí segue por uma distância de 04 km pela estrada da Pirelli.

(…)

Deste total, 918,65 hectares serão desmembrados para a intervenção habitacional do loteamento “Residencial Rio Guamá”, de responsabilidade da COHAB. Então o UC (“unidade de conservação”) terá uma área de 6.329,91 hectares, equivalente a 5 Parques Estaduais do Utinga ou 396 Bosques Rodrigues Alves. Então, análises em imagem de satélite e trabalhos de campo, demonstraram intervenções antrópicas baixa, moderada e alta em aproximadamente 700,00 hectares contínuos e mais 42 hectares da Alça Viária dentro do Refúgio. A área antropizada será objeto de recuperação e estima – se que 437,00 hectares serão destinados para infraestruturas com fins administrativos, ecoturísticos, estudos, pesquisas, educação ambiental, exposições e recreação, distribuídos em 621,67 ha na zona de alta intervenção, assim como 5.666,24 hectares (04,7 Parques do Utinga ou 354 Bosques Rodrigues Alves) serão destinados para a preservação total da biodiversidade e dos ecossistemas”.

Trechos do documento oficial de “Estudo” da SEMA sobre o projeto do “Refúgio Silvestre”, quando se trata da sua localização. O “estudo” tem apenas 6 (seis) páginas. Qualquer memorando de órgão público é maior e mais detalhado que isso, o que leva a crer que este documento não informa o que realmente importa.

Mera lição de geografia, sem apresentar qualquer tipo de informação ou justificativa relevante para se fatiar quase 1.000 hectares para a instalação de um favelão habitacional, mencionado en passant, como se fosse coisa de menos importância.

Postado por CJK às 19:32

Sobre André Costa Nunes

Glandeador cansado de 70 anos, mas "peleando barbaridade, con espadin muy corto, pero de frente para el enimigo". * Idade: 69 * Sexo: Masculino * Atividade: Ambiente * Profissão: ESCRITOR E SITIANTE * Local: Marituba : Pará : Bósnia-Herzegovina
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