BATALHA NA MATA DA PIRELLI (ecos na web) – XI

O que diz o Governo do Estado:

Área da Pirelli – Marcílio Monteiro e Valmir Ortega explicaram aos deputados a importância de ordenar a expansão urbana na área da fazenda Pirelli. “A nota técnica que entregamos aos senhores mostra, com fotos, que a expansão urbana avança sobre a área da fazenda”, disse Marcílio Monteiro. Valmir Ortega explicou que governo tem interesse em preservar a área da Pirelli.

“Temos uma área de 7.531 hectares. Vamos utilizar as antropizadas, que somam 1.897 hectares, destinadas à construção de 8.862 mil casas populares, restando de área preservada 5.634 hectares”, informou Valmir Ortega.

(mais, aqui)

A web é mesmo a salvação da lavoura. A gente encontra as inlógicas deste papo “vamos desmatar, construir casas para salvar a mata!”.

Veja exemplos de como o jogo de palavras vem tratando o grande projeto de desmatamento insuportável, ops, insustentável do PAC estadual.

Em tempo: Profissionais do jornalismo, por favor, quando receberem os releases vamos ter, no mínimo, uma visão racional da notícia!

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As ações planejadas pelo Governo do Estado do Pará para a antiga área da Pirelli, localizada em Marituba, foi o tema central da 41ª Reunião do Fometur (Fórum Estadual de Turismo), na última segunda-feira, no auditório Carlos Rocque da Paratur (Companhia Paraense de Turismo). Na pauta da reunião, ocorreram as apresentações do Plano Habitacional da Sepe (Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos) e do Projeto de Criação de Unidades de Conservação da Natureza da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente).

Com um projeto inovador, visando a construção de um conjunto habitacional para as pessoas com renda entre zero e seis salários mínimos, a Sepe prevê a implantação de oito mil unidades habitacionais na área da antiga fazenda Pirelli, caso o projeto seja aprovado pelo Governo do Estado. A iniciativa inclui um investimento de cerca de R$ 150 milhões, com contrapartida estadual de R$ 26 milhões. A primeira etapa prevê a construção de três mil lotes urbanizados, além da criação de uma área de proteção permanente, urbanização da área antropizada (modificações provocadas pelo homem no meio ambiente) e regularização fundiária.

Uma outra proposta para a área da Pirelli seria a formação de um corredor ecológico em plena Região Metropolitana de Belém, proporcionando a criação de uma reserva ambiental. Para que esse objetivo se concretize, a Sema elaborou o Projeto de Criação de Unidades de Conservação da Natureza, inserido no Programa Estadual de Ordenamento Territorial da secretaria. Para o técnico da Sema responsável pela apresentação do projeto, Crisomar Lobato, seria uma oportunidade única para a formatação de uma APP (Área de Preservação Permanente) com uma variedade de 348 espécies florais, além de outras raras ameaçadas de extinção.

Decreto – Para atender às metas de contingenciamento voltadas aos órgãos e entidades do Poder Executivo, conforme estabelecido no Decreto n° 1618 e publicado no dia 26 de abril pela governadora do Estado, ficou decidido que as reuniões do Fomentur passarão a ser realizadas no período da manhã na Paratur, com período de duração máxima de duas horas.

Veja, agora, como, no site do Terra, em 03 de março de 2009, a grande idéia, foi tratada.

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Especialistas apontam áreas ameaçadas no Pará

P. Carvalho

Especialistas reunidos no seminário Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará sugerem ao governo paraense o desenvolvimento de ações emergenciais de conservação em quatro áreas do Centro de Endemismo Belém (CEB) e nas corredeiras próximas da Serra dos Martírios-Andorinhas, no Rio Araguaia. O evento, realizado pelo Museu Emílio Goeldi e Conservação Internacional, teve o apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.

De acordo com os cientistas, as quatro áreas do Centro de Endemismo Belém que devem ter prioridade na ação de preservação do governo são: antiga fazenda Pirelli, localidades do litoral paraense e as propriedades do Grupo Agropalma e da empresa Cikel.

O Centro de Endemismo Belém é composto por florestas e ecossistemas localizados ao leste do Rio Tocantins, no Pará, e a Amazônia maranhense. É a região mais ameaçada da Amazônia. Setenta por cento de suas florestas já foram desmatadas. “É urgente agir para conservar remanescentes florestais do CEB existente nessa área”, diz Teresa Cristina Ávila-Pires, herpetóloga, que com a ecóloga Ana Luisa Albernaz, ambas do Museu Goeldi, coordena projeto de pesquisa que busca identificar as áreas críticas para a biodiversidade no Pará.

A antiga Fazenda Pirelli, que há dez anos passou para o Estado, tem uma área de 8 mil hectares no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém. O local, que transformado em depósito de madeira ilegal apreendida pelo Ibama, pode ser usado para a construção de 9 mil habitações populares. O botânico Dário Amaral, que estudou seis fragmentos de remanescentes de floresta primária, incluindo a Fazenda Pirelli, inventariou 330 espécies. Entre as ameaçadas estão cedro, araracanga, pau-amarelo, angelim, maçaranduba.

Na área do Grupo Agropalma, que possui o maior e mais moderno complexo industrial de plantio e processamento de óleo de palma do País, com 106 mil hectares de extensão, estão duas das mais importantes bacias hidrográficas do Centro de Endemismo Belém. Não há nessas áreas, unidades de conservação que garantam a preservação das florestas restantes. Mas o grupo mantém 75 mil hectares de florestas primárias e secundárias de grande importância para a conservação da biodiversidade global. A Conservação Internacional realiza em parceria com o Instituto Peabiru, desde 2007, projeto para que a produção seja ambientalmente adequada e socialmente justa.

Veja esta mesma matéria, com mais outros “dados”, aqui: http://www.conservation.org.br/noticias/noticia.php?id=391, http://www.museu-goeldi.br/museuempauta/noticias/museu_na_midia/06032009/04.html e http://www.istoeamazonia.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1751.

Observe que, em que pese estarem discutindo o assunto, o que é bom, a tal FAZENDA DA PIRELLI, é tratada como… UMA FAZENDA!

Uma mera fazenda, cuja área desde 2001 pertence ao Governo do Estado,  e que foi “…transformado em depósito de madeira ilegal apreendida pelo Ibama…”.

Quem não conheça o local, principalmente para o internauta que está lendo lá em Capanema, no Rio de Janeiro, Porto Alegre ou em Xangrilá, parece que é uma terreno, um gramado lindo de morrer, com aqueles pastos em morrotes, onde o lobo uiva para lua cheia, coisa de novela, de roliúdi!

Que nada! Nada disso mesmo!

É mata! É floresta! Tem bicho lá! Bicho mesmo, paca, tatu, macaco, cobra, tamanduá, formiga-tracuá e ÁGUA, MUITA ÁGUA!

Não estou falando de laguinho, não! É UM MANANCIAL! TEM NASCEDOUROS AOS MONTES! IGARAPÉS! TUDO DENTRO DE MATA…

N  A  T  I  V  A !!!

Grito

Mas nem tudo está perdido, veja o que jovens, já em Janeiro deste ano, estavam falando neste fórum sobre o assunto: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=785498

Sobre André Costa Nunes

Glandeador cansado de 70 anos, mas "peleando barbaridade, con espadin muy corto, pero de frente para el enimigo". * Idade: 69 * Sexo: Masculino * Atividade: Ambiente * Profissão: ESCRITOR E SITIANTE * Local: Marituba : Pará : Bósnia-Herzegovina
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