Reflexões de um velho curupira

Reflexões de um velho curupira
André Costa Nunes
 
São quase seis da tarde. O último freguês se despediu. Fechei o caixa minguado de meio de semana e fim de mês em restaurante rural e me dirigi à maloca-palafita da beira do Rio Uriboca. Eu, e meu indefectível lap-top. Desta vez, ninguém para beber a última cerveja. Nem a primeira, é claro. Até o Maracajá, velho companheiro curupira de mais de trinta anos, me abandonou. Foi flanar por uns tempos pelas matas de Bujaru. Ele bem que estava merecendo essa estia.
 
A última cozinheira, apenas deu com a mão, à guisa de até amanhã, e sumiu pelo caminho sinuoso que leva ao portão do sítio.
 
Os últimos pássaros do dia fazem aquela algazarra em busca dos ninhos.
 
A última borboleta azul passa na minha frente, rente à água.
 
Sinto o peso da solidão, sem tristeza.
 
Parodiando o “irmãozinho” Ruy Barata, setenta anos, setenta…
 
Os fantasmas do passado, que eu me lembre, são gasparzinhos. Companheiros e companheiras de amor em prosa e verso. E memoráveis porres.
 
Envelhecer é um exercício de solidão.
Não necessariamente infeliz.
Triste é viver sem aprender. Sem ter o que ou para quem ensinar.
 
A mata, aos poucos, começa a ficar silente em um brevíssimo intervalo antes da entrada dos naipes noturnos da mesma orquestra maviosa que embala quem tem ouvido de ouvir a Amazônia. Tão ali, tão aqui…
 
As árvores da outra margem agora fazem sombras que se projetam no espelho dágua. Bem nheengatu: quiririm.
 
Estou de bem com este mundo que adotei e por ele fui adotado.
 
Plantei arvores, fiz filhos, escrevi livros.
Continuo plantando árvores e escrevendo livros.
 
Sinto-me passageiro irrequieto, rebelde, de uma jornada que se aproxima inexoravelmente da última parada.
 
Acho que vou sentir saudade. Da paisagem que vi pela janela, dos campos e cidades que percorri nas breves paradas obrigatórias deste ônibus da vida.

Dos companheiros de viagem, e foram tantos. Uns sentavam do meu lado e quanta vez acordei com a cabeça amparada em seu ombro depois de breve cochilo.

Saudade dos que sentaram mais atrás ou mais à frente.
Dos muitos que saltaram pelo caminho.
Dos que me ouviram e dos que ouvi.
Saudade até dos solavancos da estrada.
 
Mais acima, da cozinha de casa, desce um cheiro bom de comida.  Minha companheira prepara nossa janta. Raramente comemos do restaurante.
 
E o tempo continua quiririm, embora aqui e ali, algum sapo mais afoito comece a entoar sua balada. É seu modo de fazer a corte. Chercher la femme.
 
Preciso escrever. Abro o lap-top. Antes, resolvo dar uma breve passada pelos meus blogs preferidos e, aí, repito, deparo com a extrema sacanagem postada no blog Flanar, pelo Carlos Barreto: Parcerias inesquecíveis

“MANHÃ DE CARNAVAL”
 
Há exatos quarenta e quatro anos, um mês, vinte e dois dias, nesta mesma hora, eu estava casando com a Maria Esther, essa companheira que acaba de dizer que a mesa está posta. Mulher de coragem.
 
Casei liso como muçum. Nem um centavo no bolso. Subversivo, eternamente fugindo, com a espada de Dâmocles sobre a cabeça.
 
O Colégio Nazaré, dos irmãos maristas, cedeu, de graça, a capela e bancou a recepção. Lá, mesmo, no antigo refeitório dos internos. O padre Raul, da Casa da Juventude, não cobrou pela celebração e ainda dispensou-me de comungar.
 
E a música, ah! a música. Profana. Contrariando as ordens do Irmão Diretor, o meu amigo Irmão Porfírio, na hora agá, atacou no órgão, com toda a força, Manhã de Carnaval de Luiz Bonfá e Antonio Maria:
 
Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
 
Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
 
Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor
 
Se me fosse dada a oportunidade de começar tudo de novo, na certa, eu estaria, jovem ou grisalho, ingênuo ou vivido, mas sonhador, na mesma estrada poeirenta a fazer sinal para o mesmo ônibus seguindo o mesmo itinerário, com destino a Pasárgada.

Sobre André Costa Nunes

Glandeador cansado de 70 anos, mas "peleando barbaridade, con espadin muy corto, pero de frente para el enimigo". * Idade: 69 * Sexo: Masculino * Atividade: Ambiente * Profissão: ESCRITOR E SITIANTE * Local: Marituba : Pará : Bósnia-Herzegovina
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21 respostas para Reflexões de um velho curupira

  1. Guilherme Lemanski (por e-mail) disse:

    Tiozão, ducaramba e muito lindo.
    Beijo do seu sobrinho e fã.

    • andre costa nunes disse:

      Caro Guilherme,

      Obrigado,

      Comentar minhas humildes postagens estando em plena “lua de mel” é com certeza mais doce.
      Tio andre

  2. Roberto Lamoglia (por e-mail) disse:

    Amigo e Cumpadre ANDRÉ

    Saudades, Saudades e mais Saudades. Um grande abraço a você, Esther e a todos os seus( filhos, netos… não sei se já chegou algum bisneto) é o que desejo do fundo do meu coração. Espero poder visitar esta maravilhosa BELEM e ao mesmo tempo rever AMIGOS DE VERDADE que conquistei durante onze anos que aí morei. Não deixei amigos em Belem pois os trouxe todos comigo e sempre voltam a minha mente.

    VOCE TEM UM LUGAR ESPECIAL e me alegro sempre ao receber noticias suas.
    Um grande abraço do amigo de ontem, hoje e sempre

    Roberto Lamoglia

    • andre costa nunes disse:

      Caríssimo Roberto,
      Não faz muito tempo que ficamos amigos. Depois, regado a cachaça mineira, alegrias e agruras, “irmãos” e cunhados.
      Foi praticamente ontem que nos tornamos cumpadres. Vieste de Brasília, tu e Silvânia para batizar o Jose Rafael. Eu e a Marina Matta fomos os padrinhos na Capela da Batista Campos.
      Nesse breve espaço de tempo, Marina nos deixou, acho que só de sacanagem, bem ao seu jeito irreverente de ser.
      Tudo foi tão rápido, aconteceu ontem mesmo. Nosso afilhado JR cresceu, virou doutor, violeiro, mineiro e paraense. Bem Lamóglia.
      Brevemente, quando esse frio mantiqueiro amainar, estarei aí matando as saudades da cumadre, das sobrinhas e da cachaça.
      É, faz muito tempo, nossa amizade é que não nos deixou notar.

      andré

  3. José Serafico (por e-mail) disse:

    André,
    Se fosses vinho, não ficarias melhor que teu texto, à medida que avançamos ambos (e quantos outros?!), para o encontro inevitável. Agradeço por privilegiares-me com o belíssimo presente, que abre enorme clareira de futuro em minha memória. O que é o passado, senão o cimento que pavimenta nossos caminhos, eis que é o futuro que continuamos buscando?
    Um abração cheio de emoção, extensivo à Esther, tua estrela-guia.
    Seráfico

    • andre costa nunes disse:

      Meu camarada Seráfico.

      Lembras-me, não sei porque, O bêbado e o equilibrista de Paulinho da Viola e Aldir Blanc. Aliás, sei, e tem tudo a ver. Contigo, com o Mário, com o Heitor, com o Ruy, com o João Luiz, com a Leide, com a Cecília, com o Izidras “e tantos outros que partiram num rabo de foguete”…
      Mas falando de ti falo (verbo falar) de todos.
      Quando partiste, Manaus ficou mais rica. Belém, mais pobre.
      De repente, os que ficaram, por uns tempos, zumbizaram sem norte, sem referencias. As ruas vazias prenhes de gente. Os botecos sem poesia, sem juventude. Vagamos leprentos. Evitados.
      Mas felizmente o sol voltou a raiar. A juventude tem esse quê de Fênix e a vida continuou. Ela sempre continua. Principalmente quando descobrimos que não estamos na ribalta, mas na platéia.

      Quando, por modismos importados, referem-se a nós, com a melhor e mais burra das intenções, como na “melhor idade”, só pode ser gozação ou frescura mesmo. Melhor idade é vinte anos! Quando se mutila uma vida aos vinte anos, o é para sempre. Deixa seqüelas. Superação é (de novo a música) levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Esquecer, jamais!

      Triste é envelhecer sem haver aprendido. É aprender sem ter a quem ensinar.

      Porra, cara, sinto falta de ti.

      andre

  4. Luiz Moura (por e-mail) disse:

    não precisas começar tudo de novo. o novo começa sempre para ti.
    beijos, meu irmão, e para a esther também.
    mourinha

    • andre costa nunes disse:

      Mourinha,

      Estás todo endividado. Sem essa de Saint Exuperi. Foste o guru de toda uma geração por eleição limpa. Ainda o és, pelo menos para os remanescentes. Não tens o direito de te ausentar. Ficar no dolce farniente de livros e música clássica. Há, que vez em quando, voltar a ser o escrotinho das matas e igarapés dos caminho de Pinheiros, com direito a muita cachaça e a desatolar o caminhão de carvão em troca de carona. Do clube da poesia da Praça do Pescador. Se queres esquecer (renegar, não acredito), estás fodido, pois este velho curupira, memorialista de plantão, capenga, não há de deixar. Vou contar pra todo mundo, inclusive teus filhos e netos.
      Um beijo,
      andre

  5. Braulio (por e-mail) disse:

    Oi tio
    Lindo!!!!
    Parabéns pelos quarenta e lá vai!

    Beijos em tia Ester.
    Subversivo e duro, porém ÍNTEGRO.
    O que falta pra muitos em nosso País!

  6. Walter Rocha (por e-mail) disse:

    Que bom que a noite chega.

    Pois asim, somos brindados com teu texto maravilhoso e como disse o escritor de novelas da globo:
    “…Já vem com o cenário”

    Obrigado, amigo!

    Walter Rocha

  7. Jader Teixeira Gardeline (por e-mail) disse:

    Re-reflexões de nossas vidas.

    Sabe grande André, pai de três grandes cabeções, hoje me peguei a pensar sobre suas palavras. Até pq, já estou uma semana em Santarém resolvendo questões comerciais, enclausurado – parece bicho bravo – num hotel. E a turma daqui, por estarmos em pleno mês de julho, trabalha menos, por assim dizer. Das 15:00hs pra frente, hotel. De noite, umas três ou quatro cervejas lá no Mascote, com uns cinco bolinhos de piracuí, por R$ 0,65 cada, sozinho e a vista já começa a embaçar.

    Velhos tempos, que eu tinha orgulho de tomar uma garrafa de gim com soda e ainda fazia graça. Bêbado, mas ainda lavava o peritônio com uma latinha de cerveja. Amanhecia.

    O templo é implacável mesmo. Como menos: engordo. Bebo menos: Fico com sono.

    E ainda estou com trintinha, menos da metade de onde vossa santidade já chegou. (vc não é parente do papa [Doc, cú] sei lá, acho que li isso, numa outra história, aquela que preto só faz merda!!!).

    Mas o importante destas nossas reflexões, é a percepção do que vai mudando. Tempo, implacável tempo.

    Voltando as suas reflexões, tem hora que bate uma mufineza.

    A porra desse tempo não volta. E haja, fazermos merda e não temos como consertar.

    Mas se desse pra voltar, seria um saco, ficaríamos voltando toda hora. Abusando da boa vontade do tempo.

    Essas reflexões, me levaram a uma música: Reflections of My Life (The Marmalade):
    Letra:
    The changing of sunlight to moonlight
    Reflections of my life, oh, how they fill my eyesThe greetings of people in trouble
    Reflections of my life, oh, how they fill my mind
    All my sorrows, sad tomorrows
    Take me back to my own home
    All my cryings (all my cryings), feel I’m dying, dyingTake me back to my own home (oh I’m going home)

    I’m changing, arranging, I’m changing
    I’m changing everything, ah, everything around me

    The world is a bad place, a bad place
    A terrible place to live, oh, but I don’t wanna die
    Tradução:

    A mudança da luz do sol para a luz do luar
    São reflexões da minha vida e como enchem meus olhos…
    A agitação das pessoas em apuros
    São reflexões da minha vida e como enchem meus olhos…

    Todas as minhas tristezas, tristes amanhãs
    Levem-me de volta ao meu próprio lar
    Todas as minhas lágrimas, sinto que estou morrendo
    Levem-me de volta, ao meu próprio lar

    Estou mudando, arranjando, estou mudando
    Estou mudando tudo, tudo à minha volta

    O mundo é lugar ruim, um lugar mau
    Um lugar terrível para viver, mas eu não quero morrer
    Que tal, seu texto não parece com essa adaptação de 1969 do William Campbell?

    Um cordial abraço do amigo Jader Gardeline

    Candidato do PMDB a Deputado Estadual – 15551

  8. Sérgio Couto (por e-mail) disse:

    É o cururu… Taqui pra ti, onça!!!

  9. JOSÉ DIAS FAÇANHA (por e-mail) disse:

    André.
    Estou mais para velho tucuju do que para curupira, maas espio um monte de coisas parecidas entre a vida deste quase setentão e esse operador de restaurante de nome tão bonito. O fim do dia, para alguns quase sempre nostálgico, para mim serve ao encanto da meditação, de retomadas lembranças e o prazeroso relaxamento após um dia de trabalho.
    Bonito o teu texto.
    Façanha

  10. Affonso Ramos (por e-mail) disse:

    Porra André. Que legal. Esta sua inquietude é DEZ. Continue plantando arvores escrevendo livros, reflexões e mandando prá nós.
    Abs
    Affonso Ramos

  11. Djalma Santos (por e-mail) disse:

    Meu bom e velho amigo.

    Que saudade dos bons e no meu caso rápidos bate papos já que as minhas viagens estariam também, como sempre, programadas.
    Que bela ode ao grande amazonida criador e vencedor de todas as batalhas que vivenciou e que certamente venceu.
    Nos encontraremos em breve aí na já saudosa terra do meio.

    Você é sempre lembrado quando escutamos a Banda Carrapicho e a musica que mais me faz lembrar do seu paraíso na terra do meio é….

    Unankiê, unankiê, unankiê, ê, ê, hê
    Unankiê, unankiê, unankiê, ê, ê, ê, ô, ô, ô
    Meu rio chorando de dor
    Num clamor quase mudo
    Ferido no leito pelo branco invasor
    A mata em silêncio reclama
    A terra ferida no ventre
    Desnudaram teu chão
    A cobiça rompeu, no seio da selva
    E levaram o ouro que é teu
    E o guerreiro da taba sagrada
    Guerreiro da tribo Tupy,
    Banido da nação
    Sai sangrando da grande batalha
    Cai ferido no chão, ô, ô, ô
    Chora meu povo, chora minha terra
    Chora minha nação
    Chora o inca, chora ô magoa
    Chora parintintin ô, ô, ô
    Ianomamy lançaram
    Suas flechas e ha !
    Ianomamy seu grito de guerra
    Explode no ar, hei!
    Heia, heia, heia, heia, heia.

    Grande abraço e bom fim de semana.

  12. Elaine, Rodrigo e Leonardo Ramos (por e-mail) disse:

    Caro
    Mestre, Mano velho, Parceiro, Diretor e com muita certeza Amigo…

    Cheguei a me ver aí, na beira do Uriboca contigo, degustando aquela MARAVILHOSA cachaça douradinha com o melhor Whisky ou Conhaque, produzida por ti. Cheguei a sentir o cheiro maravilhoso que só essa beira de rio tem. Me vi aí sentada contigo com essa barriga pra lá de grande de 5 meses e pouco de gravidez, nesse banco de madeira já lustrado pelos tantos traseiros que já passaram por aí…. Claro eu, o Cabeção e você.
    Eita saudade pai d´égua!!!!!!!!!!!!!
    As coisas aqui estão indo muito bem, não vou dizer graças a Deus, pois você não é dado a estas coisas de religião, mais graças aos Caruanas também. O gordo, corno e fela da puta está trabalhando feito doído, vendendo muito na Unilever destaque do mês e melhor da equipe Brasil ( aprendeu direitinho seus ensinamentos de rota, na Unilever não tem quem saiba mais da própria rota do que ele), eu ainda tímida na nossa empresa RED RAMOS REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA., vendendo carne e outros para a Marfrig aqui de casa.
    Estamos sempre lembrando de ti, das suas máximas e dos seus impagáveis conselhos.
    De noticias suas, da mana Esther e das “crianças”.

    Grande beijo à todos.

    Elaine, Rodrigo e Leonardo Ramos

  13. Dulce Rosa Rocque (por e-mail) disse:

    Curupira, essa reflexão mais parecia um balanço de adeus.
    Credo…

    Minha filha chga dia 12/8

    bjs

  14. Amelia (por e-mail) disse:

    Que lindo, tio André… sabe o que me deu vontade? De ser um dos ombros em que o senhor apoiou a cabeça… te fazer cafuné…
    te amo, tio, E vc sempre me emociona, como agora.
    Bjão prá vc e prá tia

  15. Luiz Soares (por e-mail) disse:

    So,

    Ai uma das do André. Ele é um bom filho da puta. Mas é bom. É amigo, porque, como ele mesmo diz: “amigo ou merda”.
    Até que é bom ler esse puto. E, se ele souber disso, vai ficar muito feliz. Certamente vai dizer: “até que alguém que me conhece, me chama pelo meu nome”.
    Vou mandar cópia dessa minha mensagem para ele. E, quando eu vê-lo vou pegar na bunda dele.
    Quando você vier aqui, vamos tomar umas cachaças com ele no Terra do Meio, se Deus quiser.
    Have a nice weekend.
    Kisses,

    Luiz

  16. Guilherme Augusto (por e-mail) disse:

    André, meu caro, a tua terra do meio é, também, um jardim de Alá, onde felicidade e inspiração convivem uribocamente. Tô com inveja!
    Grande abraço,
    guilherme

  17. João Barreto Guimarães disse:

    Mano Velho:
    Não te gosto assim, surumbático e meditabundo…….
    Não deixa o banzo tomar de assalto teu espírito alegre e por vezes irreverente e jocoso.
    Amigos…….alguns já se foram, todavia, ainda os tens que podes contar, não com uma mão, mas com as duas e se necessário for empresto-te as minhas.
    Quando os momentos lúgubres se fizerem presentes, não hesita, pega um bonde e vem para o curió, onde tens um ombro amigo e muito tempo para jogar conversa fora.
    Ainda não há necessidade de ires para Pasárgada…….
    Abraçãooooooo
    João

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