O Natal da minha aldeia

O Natal da minha aldeia

É dezembro.

Ontem, os jornais das principais emissoras de tv estavam mostrando as luzes de natal das grandes cidades do mundo.

Detive-me, por um tempo, extasiado.

Convenhamos, é bom de ver.

Nova Iorque, Sidnei, Londres, Paris, ah! Paris, mesmo sem natal, Cidade Luz.

São Paulo do Ibirapuera, da Avenida Paulista. Curitiba do Barigui, do coral das crianças na janela do banco não sei o que.

Rio de Janeiro, Copacabana, e aquela árvore imensa na Lagoa Rodrigo de Freitas explodindo em pirotecnia e em cores de milhões de lampadinhas coloridas me deixaram mundiado.

Um espetáculo de tecnologia diz-que de ponta. Hi tec.

E foi só.

Troquei de canal e fui assistir o Doutor House. Um médico ranheta com quem às vezes me identifico, mas também é só. Nunca me lembro da trama, de uma cena mais inteligente, nem sequer, à exceção do próprio, da atuação de nenhum outro ator. Deve ser uma produção ruim mesmo.

Moro em Marituba.

Minha aldeia é Marituba.

Já foi Altamira, mas virou cidade. Rica. Do limbo, mas cidade. Vai ter até hidrelétrica. Para o bem ou para o mal. Acho que para o mau. Com u mesmo.

Meu, continua sendo o Xingu, mas isso é outra história.

Minha aldeia é pobre. Muito pobre.

Minha rua se chama Uriboca. Meu bairro é o Pato Macho, que, à minha revelia, querem mudar para São João. Já quiseram que fosse Bairro do Menino Deus, até Olga Benário.

Continuo resistindo.

Meu endereço é Estrada do Uriboca 3.000, bairro do Pato Macho.

Antigamente aldeia não tinha bairro.

Podia até ter, mas ninguém chamava bairro. Acho que por pudor. Era muita pavulagem. Em Vigia havia o Arapiranga e, em Altamira, o Recreio, ou Rua da Palha, ou Muquiço.

Esse “minha aldeia” tem tudo a ver com Fernando Pessoa que com poesia ensinou a simplicidade das coisas.

Acho, até, que ele escreveu “O rio de minha aldeia” pra mim. Para o Xingu. Mais pela nostalgia, que pelas dimensões.

Xingu de antes, que um dia pensei de sempre.

Aldeia é uma palavra de singeleza impar. Nem precisa descrever. Logo se imagina. Um vale ou encosta de morro. Uma torre de igreja, sino, casas toscas e ruelas tortuosas.

“Sino, coração da aldeia

Coração, sino da gente.

Um sente quando bate,

Outro bate quando sente”

Aldeia européia.

Altamira, quando era aldeia, também tinha igreja e sino.

Badaladas diferentes faziam parte de nossas vidas.

Badalar das horas, do meio dia, do ângelus, das chamadas para missa e novena, estas, como nos teatros, ao final, compassadamente, batia uma, duas, três vezes. A última era o começo da função.

Quando alguém morria, o toque, também era diferente.

A vila ficava silente. Reverente. A meninada arrefecia a algazarra.

Logo alguém traria a notícia do passamento de algum enfermo. Geralmente idoso.

Depois da semana santa, desde a procissão do senhor morto, até o domingo de páscoa, os sinos não dobravam. Usava-se a matraca com som de madeira.

Isso foi o mais próximo que cheguei da noção de aldeia.

Os portugueses, não sei porquê, não trouxeram esse conceito para cá. Preferiram arraial, depois vila, e sei lá o quê mais.

Aldeia que se conhece é coisa de índio. Muito diferente e, se bem olharmos, mais singela, apenas não é lugar para poetas.

Quantas gerações ainda passarão para nascer, em uma aldeia, dessas daqui, de índio, um Fernando Pessoa, um Ferreira Gulalar, um Jesus Pais Loureiro, Pedro Galvão, um Drumond?

Os poetas daqui são urbanos. Nosso Parnaso é de concreto e asfalto. Não vale forçar exceções. Cora Coralina, Cecília Meirelles, meninos e meninas de engenho e quejandos.

Minha aldeia é Marituba.

Podia ser, e quase foi, por afinidade, Xipaia, Curuaia ou Caiapó. O que não teria a menor importância. Nada mudaria. Não sou poeta. Minha praia é a prosa de pé quebrado. Se não existia, agora existe, é isso aí. Capenga.

De repente, aldeia passou a saber a estrangeirismo. Que seja. Até porque está na moda. Usa-se por qualquer dá cá aquela palha.

No mais das vezes sem a menor necessidade, por puros pedantismo, modismo, ou mesmo, incultura. Dellivery, fashion, dark, drive thru. Tudo perfeitamente contemplado no vernáculo.

Quanto a aldeia, não. É única, e a substituição é no mínimo triste, senão, ridícula: interior, cidadezinha, ou, pior ainda, cidadezinha do interior. Convenhamos, “a aldeia do meu avô” é mais palatável do que “o interior do meu avô”.

Não temos aldeão.

Temos interiorano, que é horrível.

Caipira, capiau, sertanejo, caboclo, são ótimos, mas não são a mesma coisa.

Meu interior, não é Marituba.

Marituba é minha aldeia, quando não, em tributo a Pessoa.

É Natal em minha aldeia.

Hoje foi a inauguração da ornamentação de natal da pracinha.

Pracinha pobre, inculta, sem grama, e canteiros sem flores. Mal cuidada. Muito concreto. Cimento não combina com praça. Flor, grama, sombra, criança combinam.

Cheguei por volta das seis ou sete horas, para ver o acender das luzes, da árvore de natal de oito metros de altura, das grandes bolas iluminadas e dos postes e árvores com as lampadinhas, em espiral, qual cobras finas e coloridas, a subir sem pressa para lugar nenhum.

Era muito cedo e ainda se estavam dando os últimos retoques.

Um locutor, com voz impostada, testava o som que reverberava por duas grandes caixas situadas nas extremidades do palco de concreto da concha acústica que há no meio da praça, ao lado da caixa d`água. Caixa acústica. Som ensurdecedor. Esse é o nome moderno, creio, para o que antes chamavam-se auto falantes.

Alô, alô, experiência, alô.

Contornando a boca do palco, guirlandas de lampadinhas a piscar.

Ao redor da praça, dezenas de barracas a vender de um, tudo. Bolo de macaxeira, tacacá, unha de caranguejo, sanduíche, amburguer, x-burguer, x- tudo, cachorro-quente e hot-dog, que por aqui, não são a mesma coisa. Cachorro-quente é pão com carne moída temperada com cheiro-verde, e hot-dog é hot-dog, mesmo. Aquele um, americano, com salsicha e quetichupe.

Refrigerante, refresco, que agora chamam de suco, e que já foi até vinho e, cerveja em lata.

Detesto cerveja em lata. E copo de plástico.

As mesas das barracas ainda estavam vazias. Achei a da minha amiga Lôrdes. Acho que se escreve Lurdes ou Lourdes, mas no patoá de Abaetetuba, é Lôrdes, mesmo. Ela faz questão de acentuar o ô circunflexo.

Já veio rindo. Sua eterna alegria por vezes agride minha casmurrice habitual. Não adianta. A alegria de viver da Lôrdes sempre vence. Contagia.

Sem perguntar, já veio, gorda, cabocla, linda, amiudando os olhos caboclos, rindo, como se disse, e com uma cerveja e um copo.

Cerveja em lata e copo de plástico.

As pessoas começaram a chegar e a lotar a praça.

Papai Noel já havia chegado e estava sentado em uma poltrona de vime na sua barraca de palha. Barraca de paxiúba e coberta de palha de ubim. Por cima, uma espécie de manta grossa de algodão. Neve. Neve tropical.

Literalmente, adorei.

Mesmo antes da música começar, as pessoas chegavam alegres, rindo à toa. Jovens, muitas moças e rapazes ainda com uniforme escolar dos cursos noturnos. Também chegavam idosos e crianças fazendo fila para tirar fotografia com o Papai Noel. Alegres. Pais-fotógrafos mundiados. Hoje, todo celular bate foto.

Por um átimo me vieram à mente Nova Iorque, a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Avenida Paulista. Pirotecnia de ponta. Lindas, ricas, precisas, tão pontuais que permitiam contagem regressiva na hora de acender. Cinco, quatro, três, dois, um…Ah!

Pasteurizadas.

Meses atrás, já nem me lembro se agosto ou setembro, a Teresa, mulher do meu amigo Gilberto, aqui, na beira do Uriboca falou-me, por alto, que iria fazer a ornamentação da praça. Achei ótimo, afinal, Teresa comanda a importante Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e bastava contratar arquitetos, decoradores, enfim, pessoal, material e bom gosto.

Mudamos de assunto.

Teresa sumiu. Nunca mais veio almoçar aqui, como sempre fazia.

Acho que em novembro telefonou.

– Não queres passar por aqui para ver como estão ficando as peças da ornamentação do Natal?

Confesso que já havia até esquecido.

– Claro. Onde é?

– Aqui em casa. Falou com a maior simplicidade, como se fosse a coisa mais lógica do mundo.

Logo na entrada tomei um susto. A casa da Teresa estava um caos. Jardim, garagem, churrasqueira, sala, banheiros e até os quartos estavam atopetados de garrafas plásticas vazias. Pets.

Ela veio ao meu encontro, toda suja de tinta, ainda com um pincel na mão e foi logo explicando o óbvio:

– O tema é reciclagem. E continuou falando com toda a empolgação que só os jovens costumam ter, enquanto eu, não mais ouvia nada. Só olhava tudo meio aparvalhado.

Que era reciclagem, talvez fosse a tendência natural, afinal, Teresa é Secretária do Meio Ambiente, mas onde estão os arquitetos e decoradores?

O que eu via era um mundo de gente. Voluntários, alegres, barulhentos, passando café, cortando as tais pets, fazendo flores, bolas, armando árvores e anjos, e todo mundo rindo, até quando um pintor improvisado, com um pulverizador, nem notou que o vento estava levando a nuvem de tinta vermelha para o varal de roupas que estavam a secar. Lençóis brancos.

Naquele momento, chegava um trator pula-pula puxando uma carreta cheia se garrafas plásticas que os alunos de alguma escola municipal haviam coletado na semana. Pois não é que a Secretária de Educação, a Regina, também tinha embarcado na aventura?

– Meu deus! Ela é louca. Pensei.

Quando disse que “ia fazer”, eu imaginei contratar, planejar, gerir, nunca, ao pé da letra.

Nesta hora, me dei conta.

Minha aldeia é pobre.

Por fim, lá pela quinta latinha de cerveja a música encheu a noite da praça. As luzes já estavam todas acesas.

Mais gente. Muita gente. Pipoca, sorvete, maçã do amor. Criança por todo lado.

Parece que tudo aconteceu de repente, mas deve ter passado um bom tempo. As mesas da barraca da Lôrdes já estavam lotadas e havia gente bebendo em pé. Na latinha.

Lembro-me, vagamente, que nesse tempo, a Lôrdes contou-me um mundo de fofocas. Mais do bairro dela, a Pedreirinha.

Gravei apenas a história da gravidez da Miako, uma japonezinha linda, cujo marido estava há mais de um ano no Japão. O nome dele é Zecão. Pode, um nissei de olho bem rasgado ter o nome de Zecão?

A música do alto-falante era a mesma que toca em todo mundo. Jingobel, Natal Branco e assemelhadas.

O locutor, de paletó xadrez, assumiu o centro do palco e anunciou o início da inauguração. Prefeito, secretários e demais autoridades. Discursos e mais umas quatro latinhas de cerveja. Em copo plástico.

Mais histórias da Lôrdes, muitas gargalhadas, e fim dos discursos. Foi anunciada a apresentação de um coral. Cinco moças. Excelentes. A solista, Beth Mell, me emocionou cantando Com te partiró, de Gregory Lemarchal. Nestas alturas, a mesa já contava com mais umas oito cadeiras. No palco um dramalhão piegas de circo mambembe. Ótimo.

Na hora dos fogos, só me lembrei do espetáculo pirotécnico da Lagoa Rodrigo de Freitas. Todo mundo tenta ser feliz no natal. Eles, lá, em Sidnei, também. Ricamente, também.

Neste momento, a Bia, minha neta de dois aninhos, vinha correndo pelo meio de praça, e se aninhou no meu colo.

Bia tem medo do Papai Noel.

Ela estava feliz. É natal, a praça da minha aldeia estava feliz.

Eu também.

FELIZ NATAL!

“TERRA DO MEIO”

Um lugar para ser feliz

www.terradomeio.com.br

Sobre André Costa Nunes

Glandeador cansado de 70 anos, mas "peleando barbaridade, con espadin muy corto, pero de frente para el enimigo". * Idade: 69 * Sexo: Masculino * Atividade: Ambiente * Profissão: ESCRITOR E SITIANTE * Local: Marituba : Pará : Bósnia-Herzegovina
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12 respostas para O Natal da minha aldeia

  1. Yoga disse:

    I could not think you are more right!!

  2. josé roberto balestra disse:

    André, conheci sua página hoje. Gostei muito, sobretudo de seu estilo “crônico” de narrar. Não conheço Marituba sua aldeia, mas seu olhar a põe bela a ignotos feito eu. Parabéns. Voltarei.

    P.S.: com sua licença vou deixar aqui meu pitaco: seus textos são muito ricos pra serem centralizados. Eles tem feição de livro por vir. Justifique-os apenas, e aí aumentará o prazer da leitura por seu leitor. Deixe os centralizados para os versos, poemas e ademais deste naipe. Abraços. (Ah, que injustiça!, ia me esquecendo: sou um apaixonado pelo Pará, onde já morei por 5 anos, ouvindo as águas xinguenses…)

  3. Com certeza, todos estamos recebendo mails com fotos do Natal em outras partes do mundo.

    Ricos, iluminados, modernos, nevados, etc., etc., Será que o povo é mais feliz do que nas nossas aldeias?

    PS. minha aldeia é a Praça do Carmo.
    Os dias amanhecem com um céu, esplendidamente, azul; os passarinhos cantam. Os sinos tocam.
    A ventania balança as mangueiras; as mangas caem; adultos, principalmente, correm atras delas.
    Durante a chuva as crianças do Beco brincam nas poças d’agua; os grandes fumam maconha; s. Salomão nos faz escutar musica boa…os outros competem com musicas q nao nos agradam;
    As bicicletas com a PM, passam; caminhões e vans, também; mulheres trabalham nas barraquinhas; homens nas portas das lojas aguardam clientes…

    Não temos árvores, nem iluminação, mas é Natal aqui também. Nossas mangueiras e os passarinhos, alheias ao mundo, fazem a nossa festa, todos os dias.

    Eu agradeço, diariamente, por ter o prazer de viver nessa aldeia, singelamente.

    FELIZ NATAL

    DR

  4. Luiz Penna disse:

    Querido André

    Você para mim é muito especial e por isso meus votos equivalentes de tudo que pode se desejar de melhor para vo

  5. Lúcio Flávio Pinto disse:

    Ínclito André
    Pelo menos já tenho o que fazer durante os 365 dias de 2011: terminar de ler essa jororoba. Quequié então?
    Brincadeira: gostei bastante. Não sei se o PaIs Loureiro, que antes atendia por Paes (melhor não continuar a mexer com as vogais). Y otros poetas más.
    Conte com minha condescendência de tapajônico para com xinguano (ou seria chicano? de chicanagem).
    Estou com você e não abro: nada de Menino Deus ou Olga.Pato Macho e não abro. É o único do bairro – pato, é claro.
    Muitos anos de vida para a república da Terra do Meio e seu pachá, ou cacique, ou sei lá.
    Muitas festas e 2011 com mais livro (ou livros, 2011 já está aí mesmo para isso).
    Ah, sim, agregando o Tolstoi ao Pessoa: canta sua aldeia e serás universal.
    Grande abraço,
    Lúcio

  6. francina borges disse:

    Meu tio amado!!

    VOCEÉ DEMAIS!!!AMEI!!!
    Para o senhor e toda a familia só desejo o melhor,UM FELIZ NATAL COM MUITO AMOR, PAZ, SAUDE E HARMONIA,
    UM 2011 REPLETO DE SAUDE E REALIZACOES!!TE AMO TIO!!
    CININHA

  7. Djalma Santos disse:

    É com muita saudade do convívio que li a todos aqui em casa seu email. Felicidades amigo. E que possam existir a cada dia novos natais em sua aldeia para que a felicidade seja sempre renovada.

    Beijos a todos.

  8. Jorge Ribeiro disse:

    Simplesmente fantástico, em muitos pontos parecia eu ali, tu consegues remeter o leitor para dentro do relator, ou personagem sei lá, (com todo respeito claro…), adorei quando tu usaste uns termos de portugal que fazia tempo que nao ouvia, parabéns meu amigo voce tem um dom maravilhoso.
    Grande abraço pra voce, e feliz natal!

  9. Pedro Ayres disse:

    Amigo e Companheiro André

    Depois dos comentários que me antecedem, juro que fica difícil dizer alguma coisa que não se pareça com aqueles escritos. A exemplo do Malato e da Maria Lúcia, tampouco conheço a Marituba de hoje, mas, senti e vivi as mesmíssimas emoções que tão belamente consegues transmitir. A tua crônica/conto é a prova viva de que realmente quando se fala com amor e verdade da nossa aldeia, ela se torna universal e é por todos entendida e amada. Ë o que acontece com o teu texto.
    Da parte que me toca, como paraense e amazônida renitente, fica o meu agracecimento por mais essa aula de regionalidade e sensível compreensão do ser humano. Como amigo, o que posso dizer?
    André, que 2011 seja mais um ano feliz e capaz de te dar mais saúde e vida. Um desejo que é extensivo aos teus familiares, parentes e amigos.
    Um grande abraço do amigo
    Pedro Ayres
    PS: e o Alfredo?

  10. Maria Lucia disse:

    Conduzida pela sua genial crônica fui passeando por todas as aldeias,vistas, vividas,guardadas na memória. Para,em seguida partir para outras aldeias imaginárias,construídas de pedacinhos de não sei o quê.
    Marituba foi se transmutando em múltiplas aldeias à medida que os “causos” que vc contava iam se sucedendo.
    Ia e voltava,rodeando as imagens que o texto trazia.
    Ao final, compartilhei da sua imensa felicidade de ali estar,com a netinha Bia ao colo,encontrado consigo mesmo.
    Foi uma grata aventura ler a sua belíssima crônica.
    Deixo minha gratidão e os melhores votos para o ano que vem chegando.
    Um abraço,
    Maria Lucia

  11. Sempre fui avêsso a bajulações gratuitas, porém, em determinadas circunstâncias, a gente tem de fugir à regra, para se dobrar aos valôres extraordinarios que determinadas pessoas carregam, como é o caso do André Nunes, a quem dedico enorme respeito por tudo que escreve, submetendo-me, por isso, a tecer estas palavras, após lêr mais uma de suas narrativas, que me transportam para o lugar que ele bem entende. Embora não conhecendo fisicamente a cidade de Marituba, nem o bairro do Uribóca e muito menos a rua do Pato Macho, me enconbtrei enveredado por estes escaninhos, que somente o André, com sua minuciosa e curta narração, conseguiu me levar ciceroneando-me com a maior naturalidade, como se criança ainda fosse. Só um mestre com a sua qualidade consegue esta façanha, que me empolga e proporciona passeios ficticios com tantos detalhes que, talvez na realidade não conseguisse captar. Agora posso dizer que passei um bom dia em Marituba, onde tomei cerveja, comi pipóca, me deleitei com os canticos natalinos, e até conheci a Lôrdes e a sua casa, tendo noção de como se compõe cada comodo,recebí bela aula sobre reciclagem de garrafas pets.
    Continue assim meu amigo, alimentando este sonho de menino, de nunca ficar velho nem nunca morrer, para continuar deleitando-nos com sua espetacular literatura, que transporta o leitor, para as terras ou lugares mais espetaculares, dependendendo da sua vontade de querer, podendo até, fazer de Marituba, uma impressionante Veneza, com seus barquinos `remo.
    Um Feliz Natal e Ano Novo, são os desejos de seu amigo, às vêzes mal compreendido.

    Armando Malato

    fossemosse

  12. Rodrigo Ramos disse:

    André, querido amigo e grande homem. Escreve sempre o que há de melhor com seus olhos atentos e sutis. Cheguei a sentir o cheio das gentes conversando e bebericando, comendo o tal cachorro quente de carne moída… Ah, que saudades de ti! Quem dera poder viver mais perto de ti amigo. Sinto muito sua falta e entendo que tudo na vida tem propósito. Abraços do seu camerlengo, Rodrigo.

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